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quarta-feira 24 maio 2017
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Salão De Sp 2016 Em 10 Momentos

O Salão do Automóvel 2016 terminou no último domingo (20) com sabor de novidade principalmente por ter acontecido em local inédito: trocou o Anhembi pelo São Paulo Expo. No entanto, os lançamentos de carros, em si, não tiveram tanta força: muitos produtos de peso chegaram às lojas meses antes, como a nova geração do Honda Civic.

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As novidades, de fato, disputaram espaço com belas máquinas não tão novas ou que só vieram a passeio: mesmo assim, chamaram a atenção do público.

Veja abaixo um resumo desta 29ª edição do salão, para matar a saudade antes da próxima edição, que ocorrerá só daqui a 2 anos.

 Salão de SP 2016Feira vai de 10 a 20 de novembro

Pela primeira vez, o Salão de SP deixou o Anhembi. Foi o grande teste da nova sede, o São Paulo Expo, antigo Centro de Exposições Imigrantes, que foi reformado e reinaugurado em abril passado.

Assim, o evento saiu da Zona Norte para outra ponta da cidade, à beira da Rodovia dos Imigrantes, na região do Jabaquara.

Mesmo com acesso novo, bem em frente ao edifício, houve trânsito em dias de maior público para quem vinha de São Paulo cruzar a rodovia.

Mas o local ofereceu confortos como ar-condicionado, superando falhas na véspera da abertura ao público, além de ter mais opções de alimentação, um enorme edifício-garagem e passarela coberta até o pavilhão: relembre o dia da abertura. 

Um dos sinais de que não houve grandes surpresas no Salão deste ano foi o fato de que os SUVs continuaram dominando entre os lançamentos. Foram desde os compactos, como o primeiro da Hyundai Brasil (Creta) e o novo Renault (Captur), aos de superluxo Land Rover Discovery e Maserati Levante. Passando por alguns que terão de provar se a vocação de SUV consegue ir além do marketing, como o Honda WR-V e o Renault Kwid. 

Para não dizer que não teve surpresa, a Ford anunciar finalmente as importações do Mustang no Brasil foi uma. O G1 até tinha feito as contas de quantas vezes o “muscle car” tinha vindo ao salão só para “passear”… Neste ano, ela exibiu a nova geração, apresentada nos Estados Unidos em 2014. Mas é preciso ficar de olho na promessa: as vendas, segundo a montadora, só começam em 2018. 

Muitas surpresas foram “estragadas” porque as marcas decidiram revelá-las antes do salão. Foi assim com as novas gerações do Honda Civic e dos Chevrolet Cruze (sedã) e Camaro, e com os inéditos Fiat Toro e Mobi, Nissan Kicks e Jeep Compass. 

Vários estavam ainda na antiga sina do Mustang: só a passeio. Eram os casos do superesportivo híbrido Ford GT, do elétrico Chevrolet Bolt, do Ford F-150 Raptor e do Fiat 124 Spider. E, segundo a Toyota, do SUV C-HR, mostrado no salão como um conceito e “sem planos para o país, por ora”. 

Também a passeio estavam carros-conceito, que sempre causam furor nos salões e dão pistas do futuro das marcas. Estavam lá a picape da Hyundai e um Gol GT atualizado.

Outros conceitos bem futuristas já eram “velhos” conhecidos de quem acompanha as notícias de salões no exterior, como a van elétrica Budd-e, da Volkswagen, vista pela primeira vez na feira de tecnologia CES, em janeiro último, e o Mercedes-Benz Concept IAA, mostrado em Frankfurt, no ano passado. 

Duas ausências frustraram expectativas no Salão: o conceito da primeira picape da Mercedes-Benz, a Classe X, revelado semanas antes na Europa e que também será produzido na Argentina, em 2018, e o Ford EcoSport reestilizado, que a montadora decidiu apresentar no Salão de Los Angeles, que aconteceu simultaneamente ao de SP. 

Poucas montadoras mostraram produtos inéditos ou novas gerações no Salão. Algumas ficaram restritas a versões de modelos conhecidos. Um dos maiores estandes do SP Expo, da Fiat, que ficava bem em frente à entrada, tinha vários espaços em branco.. Os “lançamentos” reservados para o evento foram a extensão do motor 3 cilindros ao Mobi e um 2.4 flex para a Toro.

 

Para o público, além dos carros expostos, havia muita interatividade. Houve mais diversificação nos test drives, que incluiram arrancada, e a realidade virtual teve muito mais apelo, indo além dos simuladores, para mostrar a montagem dos carros (caso de um  Volkswagem Golf GTI) e ensinar segurança (crash-test da Toyota). 

As montadoras diziam que este seria o “salão da retomada” do setor mergulhado na crise. A ideia, segundo elas e a organização do evento, não era fechar vendas, mas inspirar futuras compras.

O problema é que a concretização desses desejos não depende só de inspiração, mas da recuperação da economia. Segundo especialistas, o fundo do poço da crise na indústria automotiva já passou, mas vai levar muito tempo para recuperar patamares de 2 salões atrás, por exemplo, quando o Brasil emplacava quase 4 milhões de veículos no ano e Neymar era a estrela do salão.

VÍDEO: DÊ UM GIRO PELOS DESTAQUES DO SALÃO 2016:

G1 ANALISA O PRIMEIRO DIA DE APRESENTAÇÕES:

VEJA BALANÇO DO 2º DIA DE APRESENTAÇÕES: