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quinta-feira 22 junho 2017
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Jeep Compass Trailhawk 2017: Primeiras Impressões

Projeto 551. Parece uma missão para James Bond, mas foi o nome que este novo SUV produzido no Brasil teve por algum tempo, até ser revelado mundialmente na última segunda-feira (26) como o novo Jeep Compass.

O mesmo nome de um modelo de pouco sucesso na geração anterior deixa uma certa saudade do mistério, como naquelas horas antes do primeiro encontro com o ”crush”. Como será? Interessante ou mais do mesmo? Será que rola alguma coisa mais séria? Às vezes, essa é a melhor parte.

O primeiro contato não surpreende, mas o corpo é interessante e o toque macio. Um bom partido, correto, com qualidades que você já experimentou com outros, nada muito original, mas um conjunto criado para agradar. Este é o novo Compass.

Fabricado em Goiana (PE), ao lado do Renegade e da Fiat Toro, ele compartilha alguns elementos com os irmãos, o que dá um certo “déjà-vu”, a impressão de que você já viu aquela cena em algum momento.

Um toque de refinamento e detalhes visuais vindos do Grand Cherokee trazem o modelo um degrau para cima na escada em direção ao altar.

Jeep Compass Trailhawk 2017 (Foto: Flavio Moraes/G1)

Visual e tamanhoA cara do Compass não esconde sua origem. Os faróis são do “irmão” maior de luxo e tentam emular um olho humano, com assinatura 100% em LED no contorno por fora, e canhão central escurecido, lembrando de longe uma pupila.

No entanto, não fosse a tradicional grade frontal dividida em 7 retângulos da Jeep, seria possível notar também algum parentesco com a família dos Land Rover, por exemplo.

Na lateral, o destaque vai para o friso que acompanha toda a extensão das janelas na parte superior, desde a coluna A até a traseira. O efeito fica mais impactante nas versões Longitude e Limited, que têm o friso cromado, e menos na Trailhawk, em que ele é cinza.

A traseira não traz a ousadia do “irmão” menor, mas a larga coluna C dá a impressão de que ele é maior que os rivais. Na verdade, os 4,41 metros de comprimento só ganham do Audi Q3. O mesmo acontece com a distância entre-eixos de 2,63 metros.

Embora use a mesma plataforma com entre-eixos 6 cm maior que o do Renegade, o Compass é 17 cm mais comprido, o que permitiu mais espaço e um porta-malas de 410 litros – um dos pontos mais criticados do SUV compacto lançado no começo de 2015 foi o espaço reduzido, especialmente no bagageiro de 260 litros.

Jeep Compass Trailhawk 2017 (Foto: Flavio Moraes/G1)

E a beleza interior?O desenho na cabine está mais para os Cherokees importados do que para o Renegade, mas o volante e o câmbio dão o “déjà-vu” do modelo nacional. Aliás, esta será outra função do novo Compass por aqui: fazer um elo entre a produção brasileira “de entrada” e a linha importada, mais luxuosa. Por isso, a lista de equipamentos de série fica no meio do caminho.

Mesmo na versão mais cara, ajuste elétrico dos bancos dianteiros e teto solar são opcionais. Isto sem contar os itens mais tecnológicos, como controle adaptativo de velocidade (ACC), monitoramento de mudança de faixa, farol alto automático e prevenção de colisão frontal, que também são vendidos em um pacote à parte.

Exceto na versão Sport (5 polegadas), a central multimídia recebeu um bom “upgrade” com a mesma tela de 8,4 polegadas, que já equipa os modelos mais caros da Jeep. Ela é fácil de usar e pode integrar configurações dos sistemas de assistência ao motorista.

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Criado pela avó?As versões a diesel são equipadas com motor 2.0 MultiJet II, de 170 cv, aliado a transmissão automática de 9 velocidades. Essa combinação te lembra algo? Sim, o mesmo conjunto das versões topo de linha do Renegade e da picape Fiat Toro, que também é feita na fábrica da Fiat Chrysler em Goiana (PE).

Durante um primeiro contato em pista fechada, o novo Compass mostra que é voltado para o conforto, com direção leve e suspensão macia, sem mostrar o mesmo ímpeto e a diversão que o mesmo conjunto mecânico dá ao Renegade, que é quase 80 kg mais leve.

O consumo de diesel, no entanto, é bem similar, com 9,8 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada, segundo dados informados pela fabricante.

Na terra, também em circuito fechado com obstáculos diversificados, a novidade exibe o indiscutível DNA da Jeep, capaz de sair de situações complicadas, com ajuste confortável da suspensão independente nas 4 rodas, do tipo McPherson.

Claro que ele não tem a robustez de um Wrangler, mas a tração 4×4 com seletor para 5 tipos diferentes de terreno deve ser o suficiente para quem sai do asfalto uma vez ou outra.

Jeep Compass Trailhawk 2017 (Foto: Flavio Moraes/G1)

ConclusãoSem trazer inovação para a linha da marca, o novo Jeep Compass será uma boa opção para quem se apaixonou pelo Renegade, mas não comprou por causa do espaço reduzido. Ou seja, consumidores que não têm muita limitação de dinheiro.

Por isto, as versões a diesel vão disputar atenção com os utilitários compactos alemães aqui no Brasil, diferentemente de outros mercados em que o Compass será uma opção logo acima do Renegade, com alto volume de vendas.

A grande vantagem do Compass frente a BMW X1, Audi Q3 e Mercedes-Benz GLA é oferecer a combinação de diesel e 4×4, que não está disponível em nenhum deles, apenas em modelos mais caros, como Land Rover Discovery Sport e Volvo XC60, já acima de R$ 200 mil.

Jeep Compass Trailhawk 2017 (Foto: Flavio Moraes/G1)Jeep Compass Longitude 2017 (Foto: Flavio Moraes/G1)Jeep Compass Trailhawk 2017 (Foto: Flavio Moraes/G1)