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sexta-feira 21 julho 2017
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Investigação Conclui Que Carro Da Tesla Não Falhou Em Acidente Fatal

Tesla Model S após acidente que matou o motorista, na Flórida (Foto: Divulgação/NTSB)

O departamento de transportes dos Estados Unidos encerrou as investigações do acidente que matou o motorista de um Tesla Model S em maio do ano passado, no estado da Flórida.

Segundo o relatório do NHTSA, a entidade não encontrou nenhuma evidência de que os sistemas de frenagem automática e Autopilot (condução semi-autônoma) contribuiram para o acidente, e por isso, descartou a possibilidade de um recall por falta de segurança.

O Autopilot é um sistema que permite que o carro rode sozinho seguindo alguns parâmetros, como velocidade e tempo de condução, exigindo que o motorista se mantenha atento, caso necessite retomar o controle do veículo.

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Ainda de acordo com o NHTSA, mesmo que o sistema de direção semi-autônoma esteja acionado, cabe ao motorista ficar atento às condições de tráfego e estar preparado para intervir em situações de emergência.

A investigação aponta que houve um período prolongado de distração do motorista antes do acidente, de pelo menos 7 segundos. O relatório ainda afirma que não houve qualquer tentativa de evitar o acidente por parte do motorista, seja acionando o freio ou retomando a direção do veículo.

No Twitter, o fundador da Tesla Elon Must classificou o fim das investigações como “muito positivo”.

Interior de um Tesla Model S no modo Autopilot (Foto: REUTERS/Alexandria Sage)

O acidenteA investigação começou após o acidente que matou Joshua Brown. O Model S colidiu lateralmente com um caminhão quando estava com o Autopilot ligado.

O acidente aconteceu em uma rodovia de in Williston e os sensores do carro não perceberam que uma carreta fez uma curva para a esquerda à sua frente, em um cruzamento. O Tesla acabou entrando embaixo o caminhão e o teto foi arrancado, segundo descreveu o jornal local “The Levy Count”.

O carro continuou se arrastando até sair da pista e bater em uma cerca. Brown, de 45 anos, morreu na hora. O condutor do caminhão não se machucou.

Após o acidente, a Tesla promoveu uma série de mudanças em seu sistema. Elas inclusive foram elogiadas no documento do NHTSA. Uma das maiores mudanças é a desativação do sistema caso o motorista não responda aos sinais sonoros emitidos pelo carro.

Sistema semi-autônomoAinda não há nenhum veículo totalmente autônomo à venda no mundo. Até por isso, o Tesla Model S e outros similares são considerados semi-autônomos. Eles possuem modos de condução que dispensam funções como acelerar, frear e até contornar curvas.

Porém, há limites de velocidade e tempo de uso para os sistemas. Os carros da Volvo, por exemplo, são capazes de dirigirem sozinhos em velocidades de até 130 km/h. No BMW Série 5, a velocidade para este recurso é de até 210 km/h.

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Tesla Model S P85D (Foto: Divulgação)