Search
sexta-feira 21 julho 2017
  • :
  • :

Fiat Terá 2 Lançamentos Para 2017 E Diz Que Jeep Crescerá No Mercado

‘Mula’ do Fiat X6H rodando em São Paulo (Foto: André Paixão/G1)

Depois de lançar dois produtos inéditos em 2016 – a picape Toro e o subcompacto Mobi, a Fiat confirmou outras duas novidades para o próximo ano – apesar de não dar maiores detalhes.

saiba mais

Ainda não há nome definido para os lançamentos. Eles ainda atendem pelo nome projeto, X6H e X6S.

Segundo o G1 apurou, o primeiro será um hatch, e o segundo, um sedã. Ambos do segmento B, dos compactos.

O hatch será produzido na fábrica de Betim (MG), que está em processo de modernização, para receber a nova linha de produção. Ele irá substituir, de uma só vez, Punto e as versões mais caras do Palio.

  •  

‘Mula’ do Fiat X6H rodando em São Paulo (Foto: André Paixão/G1)

O modelo já tem unidades rodando em fase de testes, ainda com carroceria em forma de “mula”, com peças visuais de outros modelos, uma delas flagrada pelo G1 em São Paulo. O desenho final deve ser parecido com o do Tipo europeu.

Já o sedã, X6S, será feito na Argentina, que recebeu investimentos de US$ 500 milhões na unidade de Córdoba. O veículo irá ocupar o lugar do Grand Siena e do Linea.

Este segmento é estratégico para a Fiat no Brasil. Com exceção do Uno (que ganhou novos motores) e do Mobi, a marca não tem grandes novidades na categoria há anos – e tem sofrido com produtos ultrapassados – casos de Palio, Punto e Bravo.

Fiat Bravo é um dos produtos que deve perder espaço para o novo X6H (Foto: Divulgação)

Perda para a GMA marca instalada em Betim, inclusive, deve perder a liderança do mercado nacional de carros em 2016 para a Chevrolet.

De acordo com números da Fenabrave, entre janeiro e novembro, a marca da General Motors concentrava 17,27% do mercado, seguida pela Fiat, com 15,42% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves (picapes e furgões).

Mas a Fiat faz a conta considerando o grupo Fiat Chrysler (FCA). Seria como se a Volkswagen considerasse os emplacamentos da Audi no país, para indicar sua participação.

Juntando as marcas Jeep, Dodge, Chrysler e RAM, além da Fiat, a FCA tem 18,3% de participação.

Jeep Compass flex (Foto: André Paixão/G1)

Jeep ‘bombando’Os números da Jeep são decisivos para o grupo no Brasil. A marca saltou de 1,69% de participação em 2015 para 2,87% até novembro deste ano. “Estamos com duas novidades onde o mercado mais cresce, que é o segmento de SUVs”, justifica Sérgio Ferreira, diretor comercial da FCA.

Nossa previsão é manter os 50 mil Renegade e chegar a 30 mil Compass vendidos”Sérgio Ferreira,diretor comercial da FCA

Basicamente o resultado do ano foi alcançado com um só modelo, o Renegade, que nem é bem uma novidade mais.

Lançado no início de 2015, continua apresentando ótimos números e deve encerrar 2016 com cerca de 50 mil unidades emplacadas. Ele ainda está atrás do Honda HR-V, que teve quase 58 mil vendas nos primeiros 11 meses do ano.

Novidade mesmo é o Compass, o outro produto citado por Ferreira, que registrou números surpreendentes em seu primeiro mês cheio nas lojas. Foram vendidas 2.539 unidades em novembro, o que deixa o modelo liderando com folga sua categoria.

 + DE AUTOESPORTESiga o programa nas redes sociais

Para 2017, a Jeep quer aumentar sua fatia de participação do grupo. “Nossa previsão é manter os 50 mil Renegade e chegar a 30 mil Compass vendidos”, afirmou o diretor da FCA.

Atualmente, a Jeep trabalha com fila de espera de 2 meses para algumas versões do Compass. A preferência do público tem sido pela motorização flex, que representa 70% das vendas. 

SUVs em altaA aposta nos utilitários esportivos parece ter sido a solução para enfrentar a crise no Brasil. Se o mercado encolhe aos níveis de dez anos atrás em vendas, o número de SUVs nas ruas do país é cada vez maior.

Entre 2010 e 2016, a participação deste tipo de veículo no país cresceu de 6,2% para 14,9%. A média mundial, de acordo com os números da FCA, é de 20%. Nos Estados Unidos e na Rússia o segmento chega a 30%.

“Nosso mercado tem potencial de ficar acima da média mundial. A faixa do Renegade, por exemplo, vai crescer com os novos competidores. Por outro lado, a fatia de cada marca será menor”, disse Ferreira.

Fiat Ducato de nova geração, produzida no México (Foto: Divulgação)

Ducato ‘mexicana’Distante do universo dos automóveis, a Fiat também trabalha para acertar a situação da Ducato no Brasil. A Iveco encerrou a produção da van em Sete Lagoas (MG), e ainda não há uma definição do destino do produto.

“Não vamos abandonar este segmento. A decisão [de parar a produção] foi industrial, não comercial”, disse Ferreira.

A tal solução pode ser a importação da nova geração da van, que também é feita no México, país com o qual o Brasil tem acordo para trazer uma determinada cota de veículos sem imposto de importação.

“É possível trazer Ducato do México sem atrapalhar a cota de outros produtos”, completou. Hoje, Freemont e 500 já são importados daquele país pela Fiat.