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terça-feira 30 maio 2017
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Fiat Mobi 1.0 3 Cilindros: Primeiras Impressões

Quando foi apresentado, em abril de 2016, o Fiat Mobi deixou uma questão no ar: por que não foi lançado com motor de 3 cilindros? Afinal, esse tipo de propulsor focado em economia de combustível, já tinha sido adotado por diversas montadoras concorrentes.Mas a Fiat insistiu no “velho” Fire 1.0, de 4 cilindros. Só agora, 6 meses depois do lançamento, o Mobi aderiu à “onda” do 3 cilindros, só que apenas em uma versão das 7 oferecidas. Ela foi batizada de Drive e foi revelada no Salão do Automóvel de São Paulo.Veja os preços da linha 2017 do Mobi:Easy – R$ 32.380Easy On – R$ 36.340Like – R$ 38.470Drive – R$ 39.870Like On – R$ 42.930Way – R$ 39.890Way On – R$ 44.460A Fiat projeta que as vendas do Mobi com motor de 3 cilindros sejam 20% do total. Assim, o Fire continuará predominante. Na linha 2017, ele passou por melhorias para ficar de 3% a 5% mais econômico no consumo de combustível, de acordo com a montadora.

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3 cilindros diferenteAssim como acontece com os concorrentes, o foco principal do Mobi Drive é o baixo consumo. A Fiat, aliás, diz que é o motor 1.0 flex mais econômico do Brasil para carros aspirados e promete que a futura versão com câmbio Dualogic (automatizado) vai ser mais econômica até que o Volkswagen Up TSi com câmbio automatizado e motor turbo.Ao contrário das outras montadoras, a montadora apostou em uma solução mais simples para seu motor de 3 cilindros. O Firefly tem apenas 2 válvulas por cilindro, enquanto os outros utilizam 4.

Fiat Mobi Drive, com motor 1.0 de 3 cilindros (Foto: Rafael Miotto/G1)

O G1 rodou com o Mobi Drive na região de Tuiuti e Bragança Paulista, no interior de São Paulo. O primeiro contato foi em uma pista de testes.

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No exercício proposto pela montadora, o objetivo era ser o mais econômico possível e o Mobi Drive fez 26,1 km por litro (com gasolina), segundo o marcador do próprio painel do veículo.Neste caso, foi adotada uma tocada pouco realista, com apenas leves toques no acelerador, longe do que é possível fazer em vias públicas.

Na segunda etapa, indo de Tuiuti a Bragança Paulista, o motor 3 cilindros foi exigido em situação normal, sem maneirar nas retomadas e subidas.Foram 47,7 km de ida e volta, com um consumo de 15,8 km/l, com o carro sempre abastecido com gasolina, um valor bem mais próximo do que deve ocorrer em deslocamentos do dia a dia.Em números divulgados pela montadora, a média de consumo com etanol é de 9,6 km/l (cidade) e 11,3 km/l (estrada). Com gasolina, o gasto fica em 13,7 km/l (cidade) e 16,1, km/l (estrada).

Fiat Mobi Drive (Foto: Divulgação)

Agrada, mas não empolgaO visual do Mobi pode agradar alguns e ser totalmente massacrado por outros, mas não há uma dúvida sobre ser moderno e despojado. Essa ideia simplesmente na “casava” com o velho conhecido motor Fire 1.0.Como 3 cilindros, isso mudou. Apesar de não empolgar, ele garante acelerações lineares e boa força em baixos giros e ficou mais bem adequado ao Mobi do que ao Uno, pelos quilinhos a menos. Os baixos níveis de vibração e ruído são notáveis.Em pequeno trecho na cidade, o carro mostrou que está bem acertado para ser um veículo urbano, além de suas medidas diminutas ajudarem na hora de estacionar. Mas, à medida que o giro sobre, momento em que as válvulas a mais entrariam em ação nos modelos com 4 cilindros, seu comportamento fica opaco.Já o câmbio não tem engates diretos, o que incomoda. Outro ponto que desagrada é a ergonomia, com assento desconfortável e nada anatômico. Por outro lado, a direção elétrica deixa o controle do carro muito leve. Quando o botão “City” está acionado, o volante fica bem macio, ajudando em manobras de baixa velocidade.

Fiat Mobi Drive 1.0 3 cilindros (Foto: Divulgação)

Nova central é o smartphoneO Mobi Drive traz de série direção elétrica e ar-condicionado, sistema que elimina o “tanquinho” para partidas a frio, chave-canivete, tela de LCD no painel de instrumentos, vidros elétricos nas portas dianteiras e trava elétrica.Existem dois pacotes para o sistema de som que que incluem controles ao volante, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, alarme, retrovisor elétrico e repetidor de seta e rodas de liga leve.Por R$ 4.500, o cliente recebe esses itens mais o Radio Connect, rádio com MP3 que existe no Uno (veja avaliação).Mas a novidade fica pelo sistema Live On, no qual o smartphone do usuário “vira” a central multimídia. Ele foi mostrado logo no lançamento do Mobi, mas demorou a ser lançado.Utilizando um aplicativo exclusivo, ele cria uma interface própria, que se parece com uma central multimídia, e permite que o usuário utilize aplicativos de seu smartphone, como Waze, Spotify e Deezer. Isso além das funções básicas de atendimento de chamadas telefônicas e reprodução de músicas do aparelho.

Fiat Mobi Drive tem sistema que transforma celular em central multimídia (Foto: Divulgação)

Fire perde espaçoSem fazer alarde, a Fiat também atualizou o Fire 1.0 de 4 cilindros e, durante a apresentação do Firefly, reafirmou o compromisso de mantê-lo em linha. Mas, na prática, ele deve perder espaço para o novo 3 cilindros, principalmente pela economia que este traz.Com a chegada da versão Dualogic do Drive em 2017, o motor 3 cilindros ganhará mais espaço dentro da linha e, quem sabe, mais opções de versões adotem esse propulsor.

Fiat Mobiagrada alguns no visual, outros nem tanto(Foto: Divulgação)