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quarta-feira 24 maio 2017
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Equipe Da Usp Busca Patrocínio Para Ir A Mundial De Fórmula Sae Nos Eua

A equipe de Fórmula SAE da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos ganhou a vaga para representar o Brasil no mundial, nos Estados Unidos, em maio de 2017. O projeto, desenvolvido por estudantes dos cursos de engenharia, surpreendeu pela eficiência e estabilidade. Agora, eles buscam patrocínio para fazer a viagem.

Na 13ª edição da Fórmula da Engenharia Automotiva, que aconteceu em novembro em Piracicaba, a máquina ficou em 1º lugar, disputando com 48 equipes de 39 instituições de ensino superior de 10 estados do Brasil e da Venezuela.

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“O investimento foi de cerca de R$ 100 mil, muito desse valor seria dos materiais, dos serviços doados por patrocinadores. O projeto como um todo foi bem suado, foi um ano bastante puxado para a gente. Conseguimos fazer muitos testes e chegar à competição bastante confiantes e ter sido campeões”, explicou o diretor da equipe, Álvaro Pádua.

Apoio para viagemEles garantiram vaga para o mundial, em Michigan, mas precisam de patrocínio para conseguir fazer a viagem. Outras 99 equipes de vários países também vão participar. “Uma coisa que a gente mais precisa é de pessoas que estejam dispostas a investir no nosso carro para levar a gente para os EUA e mostrar o projeto para todo mundo, afinal, é um dos grandes objetivos da equipe”, destacou a estudante de engenharia da computação Nathália Santos.

Veículo da equipe de Fórmula SAE da USP São Carlos (Foto: Paulo Chiari/ EPTV)

O veículoO carro, que pode chegar a 110 quilômetros por hora, foi construído com partes chamadas de asas, que foram colocadas tanto na parte da frente quanto na de trás. Com isso, o carro ganhou uma grande estabilidade nas curvas e conseguiu atingir altas velocidades sem derrapar.

“Ele funciona como se fosse uma asa de avião ao contrário. A asa de avião gera força no avião para cima, o que faz o avião subir e se sustentar no ar. A nossa asa gera força no carro para baixo, afim de que ele tenha mais aderência em curva e a gente consiga fazê-las com mais velocidade”, afirmou o estudante de engenharia mecânica Lucas Paulino.

Tem troca automática de marcha, gasolina especial para competiçãoe a gente acompanha váriosdados do motor e do carro no computador para ver setem  algum problema paraprecisar parar ou não”Pedro Bianchi, estudante de engenharia

Vários materiais foram usados, como titânio, fibra de carbono e aço inox. Além disso, a máquina tem características que também proporcionaram chegar ao topo. “Tem troca automática de marcha, gasolina especial para competição e a gente acompanha vários dados do motor e do carro no computador para ver se tem algum problema para precisar parar ou não”, afirmou estudante de engenharia mecânica Pedro Bianchi.

O projeto, desenvolvido por alunos de vários cursos de engenharia da USP, foi desenhado no computador. Depois, cada peça foi construída até chegar à fase de testes. Na pista, o carro percorreu 600 quilômetros.

“Permitiram que nós chegássemos à competição com um carro muito confiável e nós pudéssemos forçar ele nas provas estáticas, sem nenhum risco, sem nenhum medo de que pudesse quebrar o carro, algum problema”, afirmou o estudante de engenharia da computação, Diogo Julião.

Veículo da equipe de Fórmula SAE da USP de São Carlos (Foto: Paulo Chiari/ EPTV)