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quinta-feira 22 junho 2017
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Brasileiro Da Renault-nissan Também Comandará A Mitsubishi, Diz Jornal

O brasileiro Carlos Ghosn já é presidente da Nissan e da Renault (Foto: REUTERS/Mark Blinch)

Presidente da Renault e da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn também comandará a Mitsubishi Motors depois que a Nissan anunciou um grande investimento na rival, informa o jornal econômico Nikkei.

Ghosn ficará responsável pela reestruturação da Mitsubishi a partir do momento em que a Nissan concretizar sua entrada no capital do grupo com a compra de 34%, segundo o jornal econômico, que não cita suas fontes.

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A nomeação do executivo como presidente do conselho de administração, proposta pela Nissan, passará por aprovação dos acionistas e administradores da Mitsubishi Motors em dezembro, de acordo com o Nikkei.

O atual presidente do grupo, Osamu Masuko, passará a ocupar o cargo de diretor geral.

Procurada pela AFP, uma porta-voz da Mitsubishi Motors se recusou a comentar as informações.

A Mitsubishi sofre as consequências do escândalo de fraude de dados sobre seus veículos, o que poderia ter afetado a Nissan – a empresa compra dois modelos de veículos pequenos para revender sob sua marca – se o grupo não ajudasse a rival.

A alta no valor das ações reflete a esperança dos investidores de que Ghosn consiga colocar a empresa nos trilhos, como fez com a Nissan, que passava por dificuldades quando a Renault decidiu em 1999 assumir o controle parcial da montadora japonesa.

A Mitsubishi Motors admitiu em 20 de abril que manipulava os dados de quatro modelos de carros, dois deles construídos para a Nissan. Depois confessou ter utilizado testes não homologados no Japão por 25 anos para vários outros veículos.

Carlos Ghosn e Osamu Masuko, CEO da Mistsubishi (Foto: Thomas Peter / Reuters)

CarreiraGhosn está entre os presidentes de empresa mais bem pagos do Japão, país onde os salários dos executivos são inferiores aos dos Estados Unidos ou Europa.

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De família francesa e libanesa, ele nasceu em Porto Velho (RO) e era vice-presidente da Renault quando assumiu o comando da Nissan em 1999. A montadora japonesa acumulava uma dívida de U$S 20 bilhões e estava à beira da falência.

Pela primeira vez a presidência de uma montadora japonesa passava a ser de um estrangeiro. O brasileiro demitiu 21 mil trabalhadores, quase 14% da força de trabalho, fechou fábricas e reduziu o número de fornecedores.

Dez anos depois, Ghosn assumiu também a presidência da Renault, sem deixar a direção da Nissan. Ele chegou à montadora francesa com o prestígio de ter reerguido a Nissan e com a imagem de “cost killer” (redutor de custos).